"(...) para mim, pessoas mesmo são os loucos, os que estão loucos para viver, loucos para falar, loucos para serem salvos, que querem tudo ao mesmo tempo agora, aqueles que nunca bocejam e jamais falam chavões, mas queimam, queimam, queimam como fabulosos fogos de artifício explodindo como constelações em cujo centro fervilhante - pop! - pode-se ver um brilho azul e intenso até que todos "aaaaaaah!"."
Jack Kerouac
sábado, 27 de dezembro de 2008
On The Road
Postado por Juliane às 06:26
sexta-feira, 26 de dezembro de 2008
Fim de Ano
É, agora finalmente o fim do ano 2008 está com cara de fim de ano.
Digo, eu finalmente consigo ficar dias sem sair de casa (se contarmos a casa da minha avó e excluirmos a viagem para chegar até lá), fazendo set lists dos sonhos com as músicas mais queridas do ano e que eu ainda não me deixaram enjoada. Lendo episódios da oitava temporada de Gilmore Girls escrita por fãs. Planejando viagens, mas não a la Kerouac (até porque a possibilidade de não se concretizarem são enormes). Pensando: "hm, eu deveria estar estudando" e coisas do gênero. Em como consertar coisas, pois seria muito agradável passar a virada sem preocupações com a vida alheia, mas não no sentido bisbilhoteiro da expressão. Planejando o dia em que vou ficar deitada/dormindo durante 24 horas (tenho certeza que consigo).
Senti falta das férias. Muita.
Mas também sinto falta do pátio da Mangueira, também conhecido como dos Leões.
Isso me faz pensar em como eu nunca consegui decidir se tendo a ser uma vagal ou não. Me dou muito bem fazendo nada. Amo fazer nada, tenho mestrado na área de procurar o que fazer não fazendo nada. Mas também amo me sentir útil, estar envolvida na vida acadêmica e coisas do gênero. Não que eu tenha mestrado nisso, até porque não tive o tempo para aprimorar esta arte do modo que tive para coçar o saco, mas pretendo.
(corte de texto)
Hoje meus pensamentos estão muito frenéticos, surgindo a todo momento, ficando difícil de canalizá-los e, em decorrência disso, escrever sobre eles.
Acho melhor apreciar minha set list mesmo (vou dormir no meio, me conheço) e deixar pra escrever outra hora, sendo coesa e fazendo sentido para outra pessoa além de mim mesma.
Postado por Juliane às 18:44
Por que quando umas coisas se ajeitam perfeitamente, outras, parece que por obrigação, se fodem inteiramente? Seria para manter um equilíbrio?
De qualquer forma, feliz natal.
Postado por Juliane às 00:02
quarta-feira, 24 de dezembro de 2008
Só para registro
Lista dos meus álbuns preferidos lançados no ano de 2008:
01) Evangelicals - The Evening Descends
02) M83 - Saturday = Youth
03) Conor Oberst - Conor Oberst
04) Tv On The Radio - Dear Science
05) Guillemots - Red
06) Laura Marling - Allas, I Cannot Swim
07) She & Him - Volume 1
08) Why? - Alopecia
09) Noah And The Whale - Peaceful, The World Lays me Down
10) Mystery Jets - 21
11) Foals - Antidote
12) Portishead - Third
13) Neon Neon - Stainless Style
14) Fleet Foxes - Fleet Foxes
15) Oasis - Dig Out Your Soul
16) Cut Copy - In Ghost Colours
17) Little Joy - Little Joy
18) Titus Andronicus - The Airing of Grievances
19) Elbow - The Seldom Seen Kid
20) Bon Iver - For Emma, Forever Ago
Bandas que esqueci na hora de fazer a lista e que provavelmente entrariam nela: Los Campesinos, MGMT (que eu considerava de 2007) e The Dodos.
Música do ano: ao contrário da lista dos álbuns do ano, aqui não sobra dúvidas: Kim & Jessie, do M83.
Vídeo do ano: aqui também não tem dúvida alguma: Two Doors Down, do Mystery Jets.
Postado por Juliane às 01:10
quarta-feira, 17 de dezembro de 2008
quarta-feira, 10 de dezembro de 2008
Chuuuuuuuva
Sim, depois de semanas brigada com a chuva devido a sua inconveniência que muito me atrapalhou mês passado durante alguns dias (não, não estou sendo solidária com Santa Catarina, pelo menos não agora), hoje nós fizemos as pazes em grande estilo.
Após dias de um calor insuportável, e só eu sei como o calor me deixa atormentada, minha amiga veio para amenizá-lo. E linda, no formato daquelas chuvas finas de vento. E o vento era no sentido que permitia minha janela a ficar aberta sem alagar meu quarto. Foi lindo. Fui pra sacada ouvir música enquanto minhas pernas ficavam molhadas e, devagar, o calor foi passando. Fizemos as pazes ao som de Live Forever, eu cantando a plenos pulmões (e agora me preocupo com os vizinhos que provavelmente ouviram...).
E sim, mais uma vez me pego pensando que no fundo eu sou uma mad fer it. Não de uma maneira escancarada do jeito que a maioria desses fãs de Oasis são, mas é fato que Oasis ocupa uma parte muito importante da minha vida, tive essa confirmação ao lembrar os diversos momentos marcantes que já passei ouvindo Live Forever, desde meus 12/13 anos, por aí.
Enfim, mais um ano que eu passei fã de Oasis e que está acabando. No balanço geral, um bom ano, apesar de alguns meses ruins, mas nada que atrapalhasse todo o resto. Espero que esse balanço se mantenha nos próximos dias, mesmo com a previsão de coisas ruins à vista.
Postado por Juliane às 17:53
sexta-feira, 5 de dezembro de 2008
Cá estou depois de outro banho inspirador (sem piadinhas ou algo do gênero) e, depois de uma semana cheia de coisas na cabeça, decidi tornar esse final de semana dois dias de puro ócio, valendo a partir do término da prova de IED maledita de hoje.
Assistir pelo menos 3 filmes, recomeçar a ler On the Road, pedir comida chinesa, só sair se puder ficar morgando e isso não exigir esforço algum, descompactar todos álbuns que estão no meu desktop e torcer fervorosamente contra o São Paulo no domingo no melhor estilo bermudão, braços abertos, pernas esticadas, coçada no saco e cerveja na mesinha do lado (ah, nem, exceto pela parte da cerveja).
Me proíbo de estudar penal antes de segunda (mas meia-noite eu já recomeço, ó vida ingrata).
E só pra constar, odeio a guirlanda natalina que minha mãe colocou na porta, ela tampa o olho mágico e acaba com meu prazer de dar uma espiadinha sempre que ouço um barulho no corredor.
E não, não assisto Big Brother.
(dúvida: a guirlanda é, por sua natureza, natalina e eu cometi um pleonasmo ou há outros tipos de guirlanda e a expressão está gramaticamente correta?)
Postado por Juliane às 16:26
bbbback
Ok, semanas (ou meses?) sem postar aqui e quando, durante um banho na madrugada, eu resolvo fazê-lo, minha conexão resolveu ficar de frescura. Ok, respirar, reiniciar, tentar novamente. Aqui estou.
Andei ausente pois, sei lá, não sinto muita vontade de escrever quando estou me sentindo ok. E ultimamente eu tenho me sentido ok. Para mim, escrever tem muito a ver com expressão, extravasar, mas não necessariamente no sentido Claudinha Leitte dessa palavra. E se no geral eu não sou lá a pessoa mais expressiva do mundo, muito menos quando não sinto sentimentos extremos. É, gosto de escrever quando estou triste, feliz, empolgada, ansiosa, nervosa, blablabla, mas não quando estou ok.
Ah, também aprecio essa atividade quando meu cérebro está prestes a explodir, fato que, olha só que coincidência, é o que ocorre agora. Não aguento mais essa minha vida acadêmica. Desde terça eu não paro de me dedicar à faculdade. Totalizando, quase 40 páginas digitadas para trabalhos e estudo para uma prova de Civil, sendo que tenho uma professora doente (mas querida) que passa centenas de páginas como matéria.
E aqui estou, matando o tempo para não ter que estudar para a prova de hoje, cuja matéria eu não domino nem um pouco, pois simplesmente ignorei as últimas aulas (na verdade, terminando aqui vou mandar email para algumas pessoas perguntando se elas podem me passar a matéria...). Mesma coisa com a prova de terça. Mesma coisa com a prova de sexta. É, relaxei e muito no último mês, mas no final das contas eu sempre dou meus pulos. E o pior é que eu sei que tardes e noites (quase) inteiras não são muita coisa, mas para mim são. Não sou acostumada e não aprecio ficar dias sem conseguir ouvir um bom álbum inteiro. Preciso de música, fato.
Mas depois de sexta, CURTIÇÃO IRRII. (-not)
E, hm, a gente nunca sabe o quanto sentimos falta de algo até que nos deparamos novamente com isso. E eu senti falta daqui.
Estou de volta mwhuahuahua
Postado por Juliane às 03:39
quarta-feira, 10 de setembro de 2008
Recordemos!
Um dos grandes sucessos do Terra Samba, todo mundo comigo:
"tô fraco, tô fraco, tô fraco, tô fraco, tô fraco, tô fraco, tô fraco, tô fraco, tô fraaaaco, tô fraaaaaaaaaaaaco"
E bora lá voltar pro fichamento de IED.
Desde a semana passada o desânimo com a faculdade tem me tomado. Não que eu não esteja satisfeita com o curso nem nada disso, mas por uma pura e inexplicável preguiça que tem me tomado ultimamente. Nunca freqüentei tanto o Palatus, algo um tanto quanto contraditório para alguém que deseja aumentar sua média.
Antes que eu me esqueça: Norberto Bobbio, morra.
Update:
(momento de pesquisa no google para saber se o homem tá vivo ou não.)
(hm, morto em 2004. deus o tenha.)
Postado por Juliane às 03:34
sábado, 6 de setembro de 2008
Alta Fidelidade (2)
Ler esse livro não anda me fazendo muito bem (apesar de ser um bom livro).
Não é nada legal se identificar cada vez mais com personagens doentes por música, vida amorosa desastrosa e cada vez mais amargurados.
Postado por Juliane às 03:28
quarta-feira, 3 de setembro de 2008
Alta Fidelidade
"As pessoas se preocupam com o fato de crianças brincarem com armas e adolescentes assistirem a vídeos violentos; temos medos de que assimilem um certo tipo de culto à violência. Ninguém se preocupa com o fato das crianças ouvirem milhares - literalmente milhares - de canções sobre amores perdidos e rejeição e dor e infelicidade e perda. As pessoas afetivamente mais infelizes que conheço são as que mais gostam de música pop; e não sei se foi a música pop que causou tal infelicidade, mas sei que elas vêm ouvindo as canções tristes há mais tempo do que vêm vivendo suas vidas infelizes."
Postado por Juliane às 13:01
sexta-feira, 29 de agosto de 2008
Direita > Esquerda
Depressão!
Sempre soube que meus pneus da direita eram maiores, meu braço, meu peito, minha perna.
Mas acabei de perceber que meu olho direito também é maior, e não meu sorriso que é torto, como antes eu achava :(
Vou começar a dormir de lado, apoiada na esquerda.
Postado por Juliane às 02:58
terça-feira, 26 de agosto de 2008
A life of possibilities
Tô com medo do final desse ano.
Acho que o aumento contínuo de possibilidades é o culpado. Explico: antes eu sabia que meu final de ano seria uma viagem com a família, sair uns 3 finais de semana com as amiguinhas e pronto. Não tinha discussão, não tinha o que pensar. Agora eu tenho uma porção de possibilidades (mesmo que eu não vá realizá-las), uma discussão, muito a pensar. Posso comprar uma passagem e ir pra Londrina, passar uma semana em São Paulo, um tempo com as meninas da faculdade em suas respectivas cidades, uns dias em Bertioga, ir em quantos shows eu conseguir pagar, ver a Madonna se arreganhar. Posso não assistir aula de Civil quarta pra ficar na cervejada, matar todas as palestras da Semana Jurídica, freqüentar qualquer tipo de lugar em qualquer tipo de cidade, comprar cds com o dinheiro para comprar os livros.
Parece empolgante, mas não saber o que fazer com isso e tudo o mais é realmente sufocante.
Ou eu arrumo um jeito de tornar as coisas pelo menos um pouco mais previsíveis, ou vai ser a mesma maratona pra dormir durante anos.
Se alguém souber de um jeito eficaz para fazer o tempo andar mais devagar fora de uma aula de Sociologia do Direito, favor entrar em contato.
Postado por Juliane às 03:47
segunda-feira, 25 de agosto de 2008
Anyone can play guitar
o caralho!
maldito seja você, Thom Yorke, quando escreveu isso.
Postado por Juliane às 00:36
sexta-feira, 8 de agosto de 2008
terça-feira, 5 de agosto de 2008
Julho acabou, completei 18 invernos, as aulas voltaram como se nunca tivessem parado.
É, a temida rotina está de volta, mais forte do que nunca.
Postado por Juliane às 16:40
quinta-feira, 31 de julho de 2008
Skins

Terminei de ver as duas temporadas. Em 4 dias.
Agora Skins é uma das minhas séries preferidas, atrás de Gilmore Girls e House, junto de The L Word e The IT Crowd.
Odiei o óculos justo no Chris.
Ironicamente nessa foto o Maxxie é o único cercado apenas por mulheres hahah
Postado por Juliane às 02:46
quarta-feira, 30 de julho de 2008
E as férias estão quase no fim. O último dia delas será marcado pelo meu cumpleaños.
Pode-se dizer que elas, as férias, foram, ahn, interessantes (interessantes = adjetivo geralmente utilizado durante uma falta momentânea ou não de léxico). Alguns dias em Rio Preto, eu dormindo no ponto e literalmente, vendo todos episódios de Skins em 4 dias e mais diversos programas de pessoas desocupadas. Não pensei que diria isso nos últimos dias de julho, mas anseio pelo fim deste mês. Não pelo fato de que vou poder voltar pra faculdade e tudo o mais, longe disso, aliás. Gosto do meu curso, mas continuo sendo a mesma vagabunda de sempre. Mas eu quero muito que esse semestre passe rápido. Vai passar eu sei, mas não é o que parece durante os dias. Digo, esse negócio de 'passar rápido', se você reparar bem, é algo que você só é capaz de perceber analisando o passado. Se há uma coisa que deveria existir, é aquilo bem ficção trash dos anos 80 de fazer o relógio correr rápido e junto com ele, lógico, o tempo também (mas também me satisfaço com a máquina do tempo do The Big Bang Theory).
Postado por Juliane às 02:24
quinta-feira, 10 de julho de 2008
Listas, listas, listas!
Decidi não postar mais nada nessas férias até cumprir uma lista de coisas que eu preciso fazer nesse mês:
- assistir 10 filmes (que ainda não vi);
1º: Hancock
2º: A Vida de Brian (Monty Python's Life of Brian)
3º: A Liberdade é Azul (Trois couleurs: Bleu)
4º: Cidadão Kane (Citizen Kane)
5º: O Bebê de Rosemary (Rosemary's Baby)
6º: Sex And The City
7º: Mundo Cão (Ghost World)
8º: Les Chansons d'amour
9º: Batman - O Cavaleiro das Trevas (The Dark Knight)
10º: The Rocky Horror Picture Show
11º: Ma Mère
- ir pelo menos 3 vezes no cinema;
1º: Hancock
2º: Sex And The City
3º: Batman
- guardar ordenadamente minhas anotações do primeiro semestre;
- arrumar todo meu guarda-roupa;
- terminar de ler O Processo;
- começar a ler Crime e Castigo;
- arrumar toda a memória do meu computador (músicas, fotos, vídeos, etc);
- começar a dormir antes das 3h;
Postado por Juliane às 03:35
domingo, 6 de julho de 2008
42
Quando eu pensei em começar a escrever esse post, estava divagando sobre o sentido da vida (mais especificamente, a falta de) e coisas do gênero. Isso justifica o título.
Mas então comecei a reler esse blog e resolvi mudar meu tema, se é que aqui tem essa de tema. Eu fiquei feliz. Fiquei feliz por perceber que, mesmo com textos que eu considero idiotas, inúteis e tudo o mais, eu não sinto mais a vontade incontrolável de deletar que antes eu sentia. Não sei se é por eu escrever coisas menos idiotas e inúteis do que antes ou se meu senso de auto-preservação está dimuindo cada vez mais, mas o fato é que isso está acontecendo. Acho que cresci.
Não ir mais na escola e estar a menos de 1 mês dos meus 18 anos me parece muito surreal, simplesmente ainda não consigo me ver e me identificar completamente com essas situações. Ao mesmo tempo em que eu sempre fui, de certo modo, 'madura' para minha idade, sempre me senti uma criançona que no final do dia só quer dançar um pouco com os movimentos menos convencionais que surgirem na hora.
Postado por Juliane às 03:19
terça-feira, 1 de julho de 2008
Tweedy é o que me resta
Finalmente junho de 2008 agora é passado.
Foi ficando cada dia mais difícil, mas consegui, sobrevivi.
E realmente acredito que as coisas irão melhorar a partir de hoje. Tenho que acreditar, caso contrário, não me restará praticamente nada hahaha
Mas deixando um pouco de lado a Juliane junina, até que foi um bom final de semana com direito a dois bons shows gratuitos do Motomix (Fujiya & Miyagi e The Go! Team - não aguentei ver Metric), mas poderia ser bem melhor se eu estivesse fisicamente disposta (ou se as bandas me agradassem de verdade).
E agora, terça, cá estou eu a pensar sobre a vida. Hoje o Adnet estava falando de escola e tudo o mais e, nossa, como ainda é surreal pra mim não estar mais na escola. Completei com relativo louvor meu primeiro semestre na faculdade! Por quanto tempo eu esperei isso! Lógico, era pra ser bem mais pomposo de acordo com os meus sonhos, mas estou relativamente satisfeita. Relativo e relativamente são palavras que têm se encaixado muito no meu atual "animus" que, aliás, é quase inexistente, me deixando mais mulherzinha do que eu nunca fui antes.
Por mulherzinha talvez eu queira dizer vulnerável e sinônimos. E em todos aspectos. Sim, sentido pejorativa da palavra. Peguem eu, feministas.
Odeio me sentir mulherzinha.
E tenho fortes motivos para acreditar que muito em breve Wilco será uma das minhas bandas do coração. Ah, Jeff Tweedy, tens uma voz tão apaixonante a ponto de eu concluir que se o Fyfe, aquele que passou a ignorar meus emails, não tivesse chegado antes, estaria facim facim para você. Portanto, só lhe resta lamentar. Ou esperar por uma boa mudança nos ventos, e nisso eu posso te fazer companhia.
Postado por Juliane às 04:17
sexta-feira, 27 de junho de 2008
Não é brinquedo não
Eu nasci pra ser uma rock star, eu sei. It just feels right.
Mas vou frustrar o cara lá de cima nisso. É uma vingança por ele me frustrar tanto tantas vezes.
É isso aí gente. Se eu morrer no anonimato, vocês já sabem o porquê. Foi proposital.
Postado por Juliane às 02:52
domingo, 22 de junho de 2008
Warning Sign
But the truth is: I miss you.
Coldplay é trash a maior parte das vezes, mas pega bem lá no fundo.
Postado por Juliane às 22:30
quinta-feira, 19 de junho de 2008
Vai tomar no cu
Estava eu empacada nos objetivos específicos do meu projeto de monografia quando senti essa vontade incontrolável de mandar alguém tomar no cu.
Postado por Juliane às 02:47
quarta-feira, 18 de junho de 2008
Little Bear
Porque toda vez que eu vejo isso (mesmo que em baixa qualidade) eu sinto tudo despedaçando dentro de mim.
E se até Paul McCartney paga pauzão pra essa música (colocando em uma tracklist de apenas 15 faixas, junto com coisas como Beatles, Beach Boys, Elvis e Radiohead), quem seria eu pra não concordar?
Postado por Juliane às 02:58
terça-feira, 17 de junho de 2008
Heaven knows I'm miserable now
Odeio quando essa frase fica martelando na minha cabeça toda hora.
Pior mês que estou tendo há anos. Me deixo levar e acabo fazendo merda em diversos aspectos da minha vida. Nem Guillemots está salvando (pudera, eles foram essenciais para criar uma dessas merdas). Só me resta cruzar os dedos e torcer por uma luzinha que mude tudo isso, ainda tenho uns dias antes do término do mês. Mas do jeito que tá, bem provável que minha expectativa de luzinha vá para o saco também.
Vontade de escrever pro Jens Lekman pedindo conselhos.
ps: mas o pior de tudo é que nem emprego eu achei.
ps2: Moz 1 x 0 Juliane
Postado por Juliane às 22:36
segunda-feira, 16 de junho de 2008
De 1 a 10, quão n00b é uma pessoa que entra cerca de 5 vezes em um email completamente aleatório de todas outras funções na internet (aliás, ela precisa deslogar de um para entrar nesse outro) para checar se o vocalista de sua banda preferida respondeu o email que ela enviou há uma semana? E o pior de tudo é que ela possui uns 6 emails, mas acabou escolhendo justamente o mais complicado de conferir para enviar a mensagem.
É isso aí Juliane, continua assim que você chega longe.
Postado por Juliane às 03:49
quinta-feira, 12 de junho de 2008
12 de junho
Como se o dia de hoje não fosse suficientemente deprimente para uma solteira em pleno dia dos namorados, vai ficar marcado também como o dia da minha primeira entrevista de emprego. Ou seja, tem tudo para ser um péssimo dia.
Agora eu começo a repensar porque diabos eu realmente quero um estágio. Sim, seria legal comprar váárias roupas novas, mas não são as que eu realmente gostaria de usar. Sim, seria legal ter minha própria renda, mas de que vai adiantar se não vou ter tempo para aproveitá-la?
Ó bosta, por que eu tive que gostar de direito? Arquivologia seria bem mais simples.
Bem mais simples seria parar de escolher sempre o mais complexo.
Atualizando: 05:28 e eu ainda não consegui dormir, sendo que acordo 8h para sair e comprar roupa.
Postado por Juliane às 03:27
sábado, 24 de maio de 2008
Resolução de quase meio ano:
descobrir o que falta na minha vida para que assim possa eliminar essa sensação de vazio que me toma todas madrugadas.
Postado por Juliane às 04:36
segunda-feira, 19 de maio de 2008
Loser since 2003
Talvez eu seja uma das únicas pessoas que assistem The L Word e gostam do Tim de uma maneira, er, especial. Digo, não sou uma lésbica que assiste a série por retratar histórias de lésbicas, e nem um cara hétero que o faz pelo mesmo motivo e, digamos, riqueza de detalhes em algumas relações. Sou de um grupo que consiste na minoria dos fãs da série. Só que o Tim está muito longe do que geralmente me atrai em um cara (na verdade, lésbicas da série incorporam essas características mais do que ele hahaha). Mas eu realmente queria um Tim, até mais do que uma Shane (ah, pena que só quem assiste pode entender a força dessa afirmação). Provavelmente isso só ocorre por ele sempre me lembrar do meu primeiro quase-beijo, acho que o primeiro grande momento que já tive com alguém do sexo oposto. 7ª série, chácaras, um dos meus melhores amigos e crush há um tempinho, fisicamente bem Tim e, tal como ele, envolvido com natação. Mas faltou um passo meu, e desde então eu me arrependo de não ter dado esse maldito passo. Pelo contrário, como sempre, eu andei pra trás, ou amarelei, como quiserem.
Postado por Juliane às 06:11
terça-feira, 6 de maio de 2008
Em negrito e itálico
Eu nasci pra ser a boazinha-bobinha, definitivamente. Tinha decidido mudar isso, mas vi que não consigo. Continuo sendo a Juliane que se oferece pra ajudar uma amiga que anda atolada, mesmo que depois eu tome no cu pra fazer minha parte do trabalho. É o que eu sou. Não que eu queira me passar de boa moça (porque, juro, se eu pudesse, seria completamente ao contrário. Hm, poder eu posso. Então fica melhor: 'porque, juro, se eu CONSEGUISSE, seria completamente ao contrário"), até porque há sempre a hipótese de que no fundo eu sou mesmo é um ser extremamente egoísta que age de forma altruísta apenas com o intuito de alimentar o próprio ego.
E ando cheia dos sentimentos mesquinhos.
Odeio sentimentos mesquinhos, ainda mais os que nascem no estômago e sobem até a garganta, incomodando todos órgãos percorridos nesse caminho durante loooongos minutos.
Além disso tudo, hoje me bateu uma crise SOU IGNORANTE. Não é uma crise das boas, let me tell ya, me dá uma imensa vontade de chorar. Eu paro pra pensar em tudo que há para conhecer e comparo com o que conheço. Conclusão: eu sou EXTREMAMENTE (em negrito e itálico pra passar a idéia certa) ignorante. Tão ignorante a ponto de, aflita por ter me deparado com tal conclusão mais uma vez, entrar no submarino e comprar 3 livros, como se isso fosse suficiente para suprir o fosso de ignorância (coitada de mim). A única coisa que me consola é o fato de que minha ignorância ainda é grande ao ponto de me aliviar com a aquisição de apenas 3 livros (os livros andam demasiadamente caros).
Atualização: só 3 livros e me dei por satisfeita :|
Postado por Juliane às 04:09
segunda-feira, 5 de maio de 2008
As madrugadas de Juliane
São tão vazias quanto bonitas e entediantes.
Juro!
Postado por Juliane às 02:40
sábado, 3 de maio de 2008
Two steps forward and three steps back
Hoje eu coloquei em dia meu atraso nos episódios novos de The Big Bang Theory. Se não me engano, é no 1x14 que eles compram uma réplica de uma máquina do tempo no ebay depois de um lance único do Leonard. Mais do que nunca, essa é uma idéia que me parece muito atraente.
Não importa o tanto que eu ria por causa de bengas e coisas do gênero, depois de um tempo, alguma coisa volta pra me perturbar, algum arrependimento, pra ser mais exata. É uma bosta não conseguir passar um só dia sem me arrepender de algo, e olha que eu me considero relativamente calculista na maior parte do tempo. Medo de me machucar? Talvez. Por isso vivo na incerteza do que poderia ter acontecido se eu não tivesse sentido tal medo.
Queria tanto saber se sou feliz ou não, e não ter a dúvida que agora me aflige a respeito disso. Queria voltar a ter certeza, dúvidas e incertezas me incomodam de uma maneira imensurável, assim como sentimentos mesquinhos.
Preciso viajar.
Postado por Juliane às 03:29
quinta-feira, 24 de abril de 2008
Só pra registro:
Estou amando direito.
E sim, é clichê e tudo o mais, mas nada como fazer aquilo que gosta.
Só uma coisa que eu gosto muito pra me manter diariamente em uma van por quase 2h diárias por mais de 3 meses. E que venham mais 4 anos e tanto!
(E que esse sentimento perdure durante esses mais 4 anos e tanto!)
Postado por Juliane às 02:34
quarta-feira, 23 de abril de 2008
Idealizando
Eu sempre pensei na minha provável tampa da panela. Não sou romântica ao ponto de achar que cada um possui apenas uma perdida por aí, mas sim algumas que se encaixariam perfeitamente.
E eu sempre imaginei a tampa da minha como sendo alguém bem parecido comigo, com gostos semelhantes ao ponto de ouvir minhas bandas, ver meus filmes e ler meus livros não só porque eu gosto, mas sim por livre e espontânea vontade.
Só um porém: eu realmente espero que as tampas que se encaixam na minha panela não tenham medo de se expressar assim como eu tenho, caso contrário, morrerei solteira sem nunca ter me declarado pra ninguém. Um Pedro durante anos e anos já foi suficiente.
Postado por Juliane às 01:51
quinta-feira, 10 de abril de 2008
Memimei
Quase 4h. Estava até agora estudando Civil. Sim, entupindo ainda mais meu cérebro com os conceitos de Pontes de Miranda. Algo não tão prazeroso, eu diria. Digo, Pontes de Miranda é interessante e tudo o mais, mas ter que estudá-lo de madrugada enquanto eu poderia estar sonhando com o professor de IED de certo modo não me faz sorrir.
Não exercitando os músculos faciais responsáveis pelo sorriso, sobra mais oxigênio pra massa cinzenta trabalhar mais, pensar mais.
Pensei em como no Ensino Médio eu só estudava quando realmente tava afim ou precisando pra conseguir aquela nota bonitinha no boletim. Em como eu só prestava atenção nas aulas se elas me pareciam interessantes ou eu simpatizava com o professor, caso contrário, ou eu deitava e dormia ou simplesmente arranjava algo pra fazer e ignorava a pessoa falando lá na frente (exceto naquelas aulas em que eu sabia que levaria um grito na orelha se fizesse algo assim. Nesses casos eu simplesmente abstraia). Era a melhor coisa do mundo deitar e dormir nas aulas enfadonhas. Esse hábito acabou me rendendo boas histórias e, ah, como eu sinto falta disso.
Pensei em como no Ensino Fundamental eu era louca de paixão pela escola. Adorava ir para o São José e assistir aquelas aulas que, com exceção de poucas, até mesmo naquela época eu achava tontinhas depois de dominar a matéria. E quando sabemos algo, gostamos desse algo. Fato. Portanto todo momento era maravilhoso e exigia pouco de mim.
Depois disso tudo, cheguei a uma triste conclusão: eu não sei estudar porque nunca precisei de verdade. Ou precisei (vestibular) mas ignorei a necessidade.
Talvez meu curso nem seja tão pesado e eu só esteja sofrendo justamente por causa disso. Antes me era inconcebível estudar sem ter uma prova no dia seguinte, a não ser que eu realmente estivesse inspirada e estudar fosse algo prazeroso no dia.
Nesse quesito, não sei fazer coisas contra minha vontade.
Nesse quesito, eu me mimei mais do que deveria. Agora preciso mudar e está sendo realmente difícil. Não quero ser medíocre o resto da minha vida. Não quero ser um pau que nasceu torto e nunca se endireitou.
04:23h. e tenho que acordar 10 e tanto pra ver a karina. é nóis.
Postado por Juliane às 03:49
Constatações semanais:
1ª: até o final do ano minha cabeça vai explodir em uma aula de Civil. E não vai ser nada cheiroso;
2ª: é impressionante como meu blog não serve pra NADA. NA-DA. NADICA DE NA-DA. Ou não. Até que serve pra eu ler semanas depois e aumentar cada vez mais minha crença de como eu sou trouxa e tenho vergonha de mim mesma (mas ao mesmo tempo não resisto a essas pequenas 'humilhações' diárias e cada vez mais freqüentes, são partes integrantes da persona Juliane);
3ª: quero fazer Sociologia. Mas não integral. E não quero mudar pro Direito matutino. Estou chorando diversas cataratas do Niágara por dentro;
4ª: a cada ano que passa, Americana fica menor (juro!);
5ª: preciso aumentar a freqüência dos meus porres, só pra quebrar a rotina.
Postado por Juliane às 00:24
sexta-feira, 28 de março de 2008
Mais vontades da semana:
Vontade de presentear. Fazer embrulhos, os presentes em si.
Vontade de ter uma veia artística. Umazinha já tava bom, não preciso ser o Bowie.
Vontade de tomar Fanta Uva até mijar roxo. Amarelo is so last week.
Vontade de dançar até ficar com as pernas bambas. Ou até perder o fôlego mesmo, porque aqui o condicionamento físico tá fraco (na verdade, ele não tá fraco. Uma coisa só pode 'estar' se ela existe, e meu condicionamento inexiste).
Vontade de abraçar alguém até que os miolos saiam pelas orelhas. Se não, pelo menos que os olhos fiquem fora de órbita.
Postado por Juliane às 04:19
quarta-feira, 26 de março de 2008
Happy Together
Vontade muito forte de achar alguém pra me ouvir cantar "I can't see me loving nobody but you for all my liife". Mas não vale no Naomi's.
Postado por Juliane às 15:45
segunda-feira, 24 de março de 2008
Music Is My Boyfriend
Antes de tudo: não, eu não sou fã de CSS, só achei que o trecho define bem o que eu tenho pra dizer.
Estabelecido isso, aaah, música! Ou melhor, boa música! Quero me casar com ela! No cartório, igreja, tanto faz. Ter filhos, lindos filhos!
Fico cada vez mais impressionada com o poder que esta tem sobre mim. Em questão de horas foi capaz de acabar com um dos piores humores que já tive. Começou com um pouco dos novos dos Mystery Jets, Portishead, Xiu Xiu. E então eu descobri Evangelicals. Ah, Evangelicals! Não digo que é uma grande banda pois por razões inexplicáveis ela ainda não é, mas digo com toda certeza que é uma excelente banda que, muito em breve, será grande. Não o grande do U2, nem do Coldplay, nem mesmo dos conterrâneos do Flaming Lips, mas talvez um grande a la Decemberists, Patrick Wolf, quem sabe...
E então, para acabar com qualquer resquício do humor Cruela que me afligia, vazou o Red. Ah, Guillemots! Mudando do azul-clarinho-bebê-royal pro vermelho-vermelhasco-vermelhusco-vermelhante-vermelhão! E que mudança! Deviam ter lançado esse álbum como outra banda, pois é isso que parece ser na maior parte do tempo (sem considerar as b-sides antigas que, de certo modo, já flertavam com essas cores mais quentes). E que banda! Me conquistou de cara e tenho certeza que esse sentimento só vai crescer. E por isso, sou eternamente grata a eles. Por tudo! (disse isso pro Fyfe, mas acho que não ficou muito claro a abrangência do meu "thanks for everything")
Pra fechar com chave de ouro o final de semana, nesse domingo recebi uma respostinha do Fyfe e acabei descobrindo Laura Marling e Lightspeed Champion.
Ô semana bonita!
ps: mas houve uma exceção: debut do Tokyo Police Club. Senti que desperdicei 30 minutos que podia estar me deliciando com Young Love, mas tudo bem. Ainda dou mais umas chances pra eles.
ps2: posts chatos r0xq.
Postado por Juliane às 03:33
quarta-feira, 19 de março de 2008
Nothing to do, oh-oh
Ultimamente eu tenho me sentido irritantemente dona da verdade. E com uma vontade impressionante de falar um monte para taaantas pessoas. 2 ou 3 devem se safar dessa minha vontade (se muito!).
Não que eu seja a tal dona da verdade, mas eu ando rebeldeq e com vontade de descontar nas pessoas. E essa é a mais pura verdade a respeito de mim hahaha
Vontade de dar uns sopapos na cara de umas pessoas gritando "ACORDA, SEU FILHO DA PUTA, ACORDAA", enfiar a cara no vaso de outras falando "E é assim. Tô certa ou não tô, desgraçada?", enfiar um dedão em um cortador de charuto gritando o "ADMITE, ADMITE QUE VOCÊ NÃO TINHA RAZÃO ALGUMA", chegar no orkut e falar "Ei, duvido que você já ouviu a versão tosca de PDA ou Roland, tá falando com que propriedade, ein? Fica aí pagando de groupie que quer ser puta mas nem deve saber o cigarro que o Paul fuma." (oi, a modernidade acaba com meu lado japonesa-mafiosa).
Sim, ando me sentindo possessiva e mal por algumas pessoas, além de mal por causa de algumas pessoas. E isso é uma merda. E escrevo isso porque meu resto de moral já explodiu esse final de semana. Mais 'but if your life is such a big joke why should i care?' do que nunca.
Postado por Juliane às 16:13
quinta-feira, 13 de março de 2008
Enfim, 11/03/08
11 de março, São Paulo - Via Funchal. Show do Interpol.
E tudo começou com o celular me acordando umas 7 e pouquinho. Correria pra rodoviária, ônibus, São Paulo. São Paulo, metrô, trem. Lá pelo meio-dia, já estávamos no Via Funchal, umas 15 pessoas na nossa frente. E passamos o dia todo lá. Conheci pessoas, discuti com pessoas, apaixonei-me brevemente por pessoas. Então, deu 19:30h e lá fomos nós, escada acima, morrendo de medo de cair e ser pisoteada, mas deu tudo certo. Grade! Entre Paul e Daniel, lugar que, estrategicamente, eu sempre quis em um show dessa banda. Show que eu sempre sonhei em ver, e pronto, lá estava eu, poucas horas de realizar isso.
21:30h em ponto, Cachorro Grande entrou no palco. Não foi maçante como eu achei que seria, 1 ponto para eles. (detalhe pro Fog assistindo o show lá do cantinho direito, batendo palmas para a banda e mexendo a cabeça no ritmo).
Não sei que horas o Interpol entrou no palco, mas deve ter sido lá pelas 22:30h. E foi lindo.
Começou com Pioneer To The Falls e, mesmo preferindo abertura de show deles com Next Exit, foi lindo demais, de encher os olhos (literalmente!). Tive que segurar minhas lágrimas. Cantei feito desesperada, minhas cordas vocais estão de mal de mim até hoje. Me espantei com o coro! Visivelmente, a banda teve um espanto ainda maior que o meu. E sorriam. Sorriam como raras vezes eu os vi sorrindo.
Acaba Pioneer. Eu já sei o que vem em seguida. Obstacle 1. MINHA Obstacle 1 (sim, eu tomo posse das músicas). A única música que eu tenho certeza que ocupa a lista de melhores músicas que eu já ouvi. Lista que, aliás, é inexistente por ser uma lista de uma só música. (seria essa minha música preferida de todos os tempos? não sei...). Eu me entreguei como nunca havia feito em show algum, e acredito que muitas pessoas também o fizeram. Ainda não caiu a ficha que eu vi Obstacle 1 ao vivo, bem na minha fuça, marcando o tempo e brincando de orquestrar a banda.
Então veio Narc e C'mere, ainda com um coro muito forte. E eu me lembro de quando baixei o clipe de C'mere (é, pra mim Interpol é da época que eu baixava clipes pelo Kazaa e morria de felicidade porque tinha um show inteiro deles em vídeo que eu demorei séculos pra baixar) e ficava encantada com o clipe, usando imagens dele na minha imagem de exibição (isso quando não era uma montagenzinha trash com um dos integrantes da banda).
Chegou Scale e o coro diminuiu. Talvez porque a voz de alguns já estava começando a falhar (alguns em que eu me incluo), ou talvez por ser uma música do álbum novo e que ainda não virou single. Mas a banda continuou lá, impecável, com alguns sorrisinhos perdidos, com os pés do Daniel a todo vapor, com o biquinho e jeito peculiar de tocar do Carlos Todd Dengler, com a voz de Paul Banks (e que voz! cada vez melhor ao vivo) e a bateria de Sam Barrigudinho Fogarino (tirando o Andy, músico de apoio eu ignoro mesmo, por mais essenciais que sejam).
Então Paul puxou Say Hello To The Angels. Logo entraram Sam e Carlos no melhor estilo This Charming Man. Então, a guitarra do Kesslaaah. E que música! Mais forte ao vivo do que imaginava que seria. E sim, eu me embolei no 'refrão' :(
Logo depois, momento Our Love to Admire com direito a Mammoth e No I In Threesome, seguidas pela música mais atmosférica que eu já vi ao vivo, Hands Away (quando entrou a guitarra do Daniel na parte só instrumental da música, eu podia morrer ali mesmo, naquela hora que não iria ligar).
Depois de todo mundo ter respirado em Hands Away, vieram com a outra das Hands, Slow Hands. E foi pra matar quem tava na grade! Minhas costelas foram esmagadas de uma maneira impressionante, mas eu não tava nem aí, pulava e esmagava ainda mais, perdi todo senso de auto-preservação durante o show. E cantava com fervor 'can't you see what you've done to my heart and soul?' para aquela banda.
Então continuaram com a linda Rest My Chemistry e The Lighthouse. Ah, The Lighthouse. O que havia de gente 'Lighthouse nããão' antes do show era impressionante. Eu quase fiz parte desse grupo, mas tava mais pro 'ah, podia ser outra ao invés de Lighthouse.. Roland ou Specialist pra ser mais realista, ou The New se a esperança ainda estiver alta'. Só que eles mudaram completamente minha opinião. No momento em que as luzes baixaram e o Daniel começou com a guitarra, eu entendi a música e foi uma sensação incrível, parecida com o momento em que eu entendi o Liam no show do Oasis e parei de odiá-lo (não que eu odiasse Lighthouse). E que música! Acho que quase não pisquei e só respirava quando realmente precisava pra continuar assistindo aquilo. Foi marcante. E que Paul Banks sem guitarra fazendo poses ao entoar aquela voz que me faz pensar em como uns tem tanto e outros, tão pouco. Quando o resto da banda entrou no final da música, posso afirmar com toda certeza que foi o momento mais intenso introspectivamente que eu já tive em um show.
Depois dessa, veio o hino, Evil puxada pelo baixo de Carlos. Mais uma vez, o lugar entoou um coro maravilhoso que ficava difícil até de ouvir a voz do Paul (algo que o som do Via Funchal não ajudou muito).
Foi seguida por The Heinrich Maneuver e Not Even Jail (com aquela introdução e baixo que eu tanto adoro), ambas não deixando nada a desejar. Mas muito pelo contrário.
Então a banda saiu do palco por um tempo. Muuuito barulho do público enquanto eles não voltavam.
Até que voltaram pro bis. E que bis!
Covardia NYC. Covardia das brabas. Chorei praticamente a música inteira (pior que foi aqueles choros caudalosos). Lá pelo meio da música, Paul Banks fixou seu olhar em mim, posso jurar (e não em PDA como a retardada aqui pode ter falado depois das lesões cerebrais pós-Interpol).
Depois, Stella. Oh, Stella-rá. Com direito aos gemidos mais lindos que eu já ouvi e beijinho estalado do Paul que teve até mãozinha na boca.
Então, introduçãozinha focada na bateria Fog antes de PDA. Era a última! Aqueeele aperto no coração. Aqueeele Daniel envergonhado com o "Daniel Kessler" que o Paul soltou na hora da paradinha clássica. Aqueeele final de show com "Nothing to do-oh-oh. oh-oh".
ps: palheta do Dan? Eu tenho! Lucas, melhor segurança do mundo, te amo!
ps2: ainda tô em choque. Quero ir pra BH.
ps3: os poros do Daniel são lindos demais.
ps4: apaixonada cada vez mais por aquela Casino.
ps5: NORMAAAAN, foi ótimo te ver também :)
(se eu lembrar de mais alguma coisa, coloco em forma de ps aqui)
(depois adiciono as imagens boas)
Postado por Juliane às 14:01
segunda-feira, 10 de março de 2008
Quase 11/03/2008

O dia está quase chegando. Último dia antes do show de uma das minhas bandas preferidas, ocupante de um lugar no meu Top 5 de bandas formado láá em meados de 2006 e que permanece até hoje (Guillemots no topo, seguida de Belle And Sebastian, Beatles, Oasis e Interpol, porém, desses, só Guillemots tem uma posição definida).
Ainda me lembro do belo dia de 2005 em que comprei meu Antics na FNAC sem nunca ter ouvido nada da banda, e, meu deus, não poderia ter acertado mais! Já tive outros acertos cegos como Kasabian e Andrew Bird, mas nada se compara ao do Interpol. Apresentei a banda pra Ana e, logo, éramos duas retardadas que não passavam uma conversa sem pelo menos uma referenciazinha aos integrantes daquela banda de NY. E sonhávamos com um show deles. Me sinto mal por ela não estar realizando isso comigo...
Pois amanhã, lá vou eu. E com ou sem The New, aposto que vai ser um dos melhores momentos da minha vida.
Postado por Juliane às 02:52
sábado, 8 de março de 2008
Cerveja e pinga pura, um cabacinho e a pica dura?
Observando os seres que freqüentam a puccampê, cada vez mais acho que deveria ir de branco todo dia. E isso não é necessariamente bom.
Postado por Juliane às 02:35
terça-feira, 4 de março de 2008
Give Me Gim And Tonic
Ouvindo o show do Oasis no Credicard Hall, naquele belo e chuvoso 15/03/06. Me faz lembrar de quando anos e anos atrás eu pegava meu rádio portátil, colocava o Definitely Maybe e ficava ouvindo Live Forever e Married With Children de madrugada, baixinho, com o ouvido grudado na caixa de som. Também me faz pensar que semana que vem estarei vendo Interpol. Então, meu estômago dá umas 7 cambalhotas em questão de 10 segundos.
Acho que sonhei com esse show mais ou menos o tanto que eu sonhei com o do Oasis (uns 3/4 anos ininterruptos). E como sonhei! E realizar longos sonhos é sempre a melhor das sensações.
Postado por Juliane às 14:43
sábado, 1 de março de 2008
Guillemots
Outra madrugada em claro antes de ir pra Rio Preto.
Pensando em Guillemots. Acabei de ver o clipe de Get Over It (perdi a conta de quantas vezes já o fiz, mesmo sendo um clipe 'novo') e Trains to Brazil. Me lembrei de quando ouvi Trains to Brazil pela primeira vez (baixei no Rock de Índio lá em meados de 2005 hahaha), de quando ouvi o Through The Windowpane inteiro pela primeira vez. Pela segunda. Pela terceira. Aí sim. A partir desse terceira vez, passei a me declarar completamente apaixonada por essa banda. Desde então, nada, absolutamente nada mudou.
Talvez esse seja um dos melhores relacionamentos que já tive. Guillemots sempre me faz suspirar de amores, seja com um trabalho novo ou com Trains pela 5435435ª vez. Eles sempre conseguem me fazer sorrir ou cantar ou ver as coisas sob uma diferente perspectiva. Ou os três ao mesmo tempo. SEMPRE.
E eu sinto o Fyfe através da voz deleq. De verdade, me sinto muito mais conectada com ele do que com diversas pessoas do meu convívio. Algumas vezes me pergunto como seria finalmente encontrá-lo e me deparar com alguém completamente diferente de quem eu pensava 'conhecer'. Seria algo muito pior do que descobrir que quando um cara fez a diferença na sua vida com algumas palavras, estava completamente chapado (sim, essas coisas acontecem comigo).
E como se não bastasse passar todo esse sentimento, eles realmente são bons naquilo que se propuseram a fazer (e não falo isso só como fã, googla aí: "guillemots review" e vai ver como a maioria concorda comigo.)
Isso tudo pra deixar registrado que eu quero desesperadamente ouvir o Red (é, as coisas não andam muito azuis pra mim). E que, não importa o que eu ache do segundo álbum, Guillemots continuará sendo a banda que mudou minha vida.
Update: droga! Coloquei "guillemots review" no Google e nada do meu blog aparecer lá. Como será que funciona isso? Se eu lembrar, testo daqui umas semanas pra ver se funciona.
Update2: RÁÁÁ, testei outra vez e agora é o terceiro link a aparecer rs
Postado por Juliane às 03:23
sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008
The American Dream
E olhe só pra mim agora: quase enlouquecido de medo, dirigindo a duzentos por hora pelo Vale da Morte num carro que eu nunca quis. Seu pervertido escroto! Isso é obra Sua! Acho bom velar por mim, Senhor... caso contrário, logo me terá em Suas mãos.
Fear and Loathing in Las Vegas, Hunter S. Thompson
Melhor justificativa que eu já vi para pedir algo aos céus.
Postado por Juliane às 02:09
terça-feira, 26 de fevereiro de 2008
DD-L!
Fui burra demais fazendo minhas apostas. Em algumas eu coloquei pra quem eu estava torcendo (Melhor Atriz Coadjuvante: Saoirse Ronan - Atonement) e em outras, quem eu achava que iria ganhar (Melhor Figurino: Albert Wolsky - Across the Universe).
Mas enfim, no geral, gostei do resultado!
Preguiça de escrever...
Postado por Juliane às 14:55
domingo, 24 de fevereiro de 2008
And The Oscar Goes to...
Bom, esse ano eu decidi registrar minhas apostas pro Oscar. Não há razão pra isso exceto o fato de que eu me divirto com pouca coisa. Mas vai ser difícil apostar, vai ser difícil torcer. Tanto There Will Be Blood quanto No Country For Old Men são filmes arrebatadores, merecedores de várias estatuetas. Ainda não sei em qual aposto, ainda não sei qual prefiro. Além disso, na categoria de ator, há o Johnny. Meu amado Johnny Depp, cantando como nunca havia cantado em Sweeney Todd. E eu torço por ele, gostaria de vê-lo ganhando, mas mesmo sendo o ator que mais me fez sorrir até hoje, não tem jeito. Daniel Day-Lewis realmente merece sair com aquele homenzinho dourado. Eu sempre o admirei MUITO, mas agora, meu deus, terminarei de assistir toda a filmografia desse homem muito em breve.
Melhor Filme
There Will Be Blood
(Acho que, no geral, é, é Sangue Negro meu preferido do ano de 2007. E se me aparecerem com Juno, Atonement ou Michael Clayton como vencedores, eu deserdo, juro.)
Melhor Direção
Joel Coen and Ethan Coen - No Country for Old Men
(Com dor no coração pelo Paul Thomas Anderson, maas. E mais uma vez, se me aparecerem com Juno ou Michael Clayton...)
Melhor Ator
Daniel Day-Lewis - There Will Be Blood
(Joooohnny :~ deviam ter guardado Sweeney mais uns meses, assim ele levava o Oscar 2009.)
Melhor Atriz
Cate Blanchett - Elizabeth: The Golden Age
(Mas é chute. Nessa categoria, só vi a Ellen Page. Mas como eu vou tirar o de coadjuvante da Cate por total imparcialidade...)
Melhor Ator Coadjuvante
Javier Bardem - No Country for Old Men
(Nesse papel, o Bardem conseguiu me fazer parar de chamá-lo de 'o trouxa de O Amor Nos Tempos de Cólera'. Agora ele é Bardem. Conseguiu meu respeito depois de tanto desprezo. Isso é digno de um Oscar! Mas eu ainda amo o Philip Seymour Hoffman.)
Melhor Atriz Coadjuvante
Saoirse Ronan - Atonement
(Sim, total imparcialidade porque eu realmente adorei essa atriz! Um dos poucos motivos que fizeram com que Atonement tenha valido a pena.)
Melhor Roteiro Original
Juno - Diablo Cody
(Sem motivos relevantes. Mais uma intuição. q)
Melhor Roteiro Adaptado
There Will Be Blood - Paul Thomas Anderson, from Oil!, novel by Upton Sinclair
(Vai com fé que, depois de Boogie Nights e Magnolia, esse é teu, PTA.)
Melhor Filme de Animação
Ratatouille
(Simplesmente porque foi o único que eu vi em uma noite perdida em Campo Grande.)
Melhor Fotografia
Seamus McGarvey - Atonement
(Junto com a Saoirse, um dos principais e poucos motivos que fizeram Atonement valer a pena.)
Melhor Direção de Arte
Dante Ferretti and Francesca Lo Schiavo - Sweeney Todd: The Demon Barber of Fleet Street
(Se eu realmente entendo o que Direção de Arte, Sweeney Todd é tão merecedor quanto o Daniel Day-Lewis é na categoria de melhor ator.)
Melhor Figurino
Albert Wolsky - Across the Universe
(Não gostei do filme, mas é interessante como ele remete às diferentes fases dos Beatles e, grande parte disso, está nos figurinos.)
Melhor Edição
Roderick Jaynes - No Country for Old Men
(Mais um pros irmãos Coen)
Melhor Maquiagem
Ve Neill and Martin Samuel - Pirates of the Caribbean: At World's End
(Porque foi o único que eu vi dentre os indicados dessa categoria ê)
Melhor Trilha Sonora
Me pergunto por que There Will Be Blood não está nessa categoria.
Mas nesse quesito, o melhor do ano, foi No Country For Old Men justamente pela maravilhosa ausência de trilha.
Aí está. Hun, divertido fazer isso, apesar de extremamente limitada por não ter visto vários indicados.
Amanhã ou depois eu volto pra comentar o resultado.
Postado por Juliane às 03:59
quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008
Get Over It!
"Get Over It" é o que minha banda preferida grita pra mim todo dia, frase que se encaixa em todos aspectos da minha vida. TODOS. Saudades do ensino médio, ainda encanada em uma mesma pessoa (o que não me leva a nada), vontade de ficar com as minhas amigas, viciada nesse computador, preguiça e blábláblá.
Vontade de pegar minha "I Hate Myself and I Wanna Die" e transformar na "Live Forever" (e isso só faz sentido de verdade pra quem viu a entrevista do Zane Lowe com o Noel, se bem que não é algo complicado de se entender).
Postado por Juliane às 01:09
quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008
3x08: Let The Games Begin!
Poisé, primeira semana de aula. Primeiro dia: trote com seqüelas que ainda me atormentam. Segundo dia: merda. Odeio não ser sociável. E odeio odiar isso. Se ao menos eu não estivesse nem aí, tudo bem. Mas na maior parte do tempo, eu realmente me importo com o fato de ter ou não alguém para me fazer companhia. Não precisa ser o grupo das garotas que chegam suuper atrasadas na primeira aula, rindo e se divertindo. Só quero achar alguém pra conversar comigo. Só isso. Terceiro dia: deus me ajude.
Postado por Juliane às 16:37
domingo, 17 de fevereiro de 2008
Ainda divagando sobre blogs
Me sinto suja lendo blogs de pessoas que não podem ler o meu. Ainda mais quando eu as conheço. Ainda mais quando elas não me conhecem. Mas não consigo evitar. Não consigo divulgar esse endereço mesmo não tendo nada interessante aqui, não conseguiria ser a nova blogueira/fotologueira do momento (ou qualquer que seja a moda agora).
Então eu vou guardar tudo comigo pra daqui uns meses achar meu blog o mais vazio da década e deletá-lo. Ah, também vou perceber o quanto eu não gosto dessas 'divagações'.
Postado por Juliane às 18:57
quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008
Quase uma Graham Bell
Hoje acordei assustada no meio da madrugada com um barulho que era algo como um alarme, o que é no mínimo muito estranho pois eu não acordo com alarmes, a não ser que toquem dentro do meu quarto. Até na hora em que eu acordei e meu cérebro ainda não funcionava, soube quão estranho era esse fato e, não reconhecendo o som, conclui que era o alarme de alarme tocando (alarme de alarme é aquele pequenininho que você pode levar consigo e dispara quando aquele alarme, o grandão e escandaloso, dispara também. Ótimo pra quem nunca consegue ouvir o grandão e escandaloso.) Conclusão no mínimo estranha pois:
1. eu não tenho o alarme de alarme, assim como qualquer pessoa que mora sob esse teto (o do meu apartamento);
2. eu não acredito que isso exista. Aliás, será que dá pra fazer uma grana boa vendendo essa idéia pra uma grande empresa de seguros? Eu compraria!
ps: Valentine's Day: deprimindo mais e mais pessoas a cada ano.
ps2: um dos sonhos mais bizarros de todos: misture Ensaio Sobre a Cegueira, Eu Sou a Lenda e seus cães assassinos, The Big Bang Theory (Raj: o cara que sabia tudo sobre o Voldemort e não contava, até que um dia, ele criou coragem pra falar comigo) e, obviamente explícito pelo último parênteses, Harry Potter. Muito Harry Potter. E eu sendo algo como Dumbledore + Gandalf. Fodona.
Postado por Juliane às 09:30
quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008
Wannabe Liam Gallagher
Acredito que todo blogueiro que se preze e realmente goste de música um dia já parou para pensar em como seria legal virar um (insira aqui seu estilo musical preferido) star e então, ter pessoas loucas pra ler o que passava na cabeça de seu ídolo anos atrás. Ou pelo menos o que passava na cabeça de seu ídolo E ele(a) tinha coragem de publicar. Pouquíssimas coisas, no meu caso. Aliás, pouquíssimas coisas para pouquíssimas pessoas que possuem esse endereço.
Mas tudo bem, só quero que saibam que depois que eu virar a nova Kim Gordon, vocês, pessoas que possuem esse endereço no ano de 2008, podem sim divulgá-lo pra (insira aqui revista da moda dos anos futuros), sem ressentimentos.
E futuros fãs: obrigada por tudo, eu amo vocês desde o meu primeiro blog (mas esse, me desculpem, vocês não vão achar pois já foi pro saco há muito).
Postado por Juliane às 04:07
segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008
Férias: não mais te quero
No começo é uma maravilha estar de férias. Ainda mais pra uma ex-vestibulanda. Depois de saber como o ano seguinte vai ser, uh, quase uma nova maravilha do mundo moderno. Mais maravilhosa do que o Cristo, certeza.
Mas então o tempo vai passando. Nada pra fazer. As férias passam a ser só 'legais'. Maravilha já é passado. É bom dormir a hora que bem entender e acordar nesses mesmos termos. Bom, mas cansa. É bom ficar vivendo só de computador, música, televisão e dvd. Mas só isso também cansa, mesmo sendo uma das maiores paixões da minha vida. (Abre parênteses: essa semana eu percebi que minhas 3 maiores paixonites platônicas, Cobain, Depp e Dangerfield, usam/usavam calças rasgadas. Foi uma sensação quase tão estranha quanto acordar com as pernas pra cima.)
Erm, voltando:
Depois de um tempo, não ter mais nenhuma responsabilidade além de lavar a minha própria louça, torna-se extremamente maçante. Não ter o que fazer passa a ser uma busca incessante por ter o que fazer. Depois de um tempo, não tenho mais o que arrumar no quarto, não tenho mais episódios de Gilmore Girls que eu não tenha visto no mínimo umas 7/8 vezes.
Resumindo: não fazer nada passou a cansar muito mais do que fazer alguma coisa.
(Ps: acho que agora esse blog vai! Ando com uma vontade muito grande de manter um diário/não-diário/provavelmente semanal. Mas, ah, se eu ganhasse 1 real por cada vez que eu disse isso...)
Postado por Juliane às 22:36
quarta-feira, 23 de janeiro de 2008
Atualizando: post revolts
(segunda atualização: esse post também dá vergonha)
Odeio ser tão não-namorável.
E odeio odiar isso.
Ah, também odeio esse layout todo torto.
Assim como o texto anterior que eu escrevi sem reler e, quando reli, vi os erros do afobamento.
E não, não vou consertar o texto. Muito menos o layout. Sim, preguiça.
Postado por Juliane às 03:27
segunda-feira, 14 de janeiro de 2008
Atualizando: post vergonhinha
Acabo de voltar da cozinha. Fui lá desesperada atrás de um Dramin. Pensei "Se não durmo naturalmente, por que não forçar?". Plano fracassado. Nada de Dramin, mas aproveitei a ida e tomei um Neosaldina já que a cabeça estava voltando a doer e, ei, vai que Neosaldina dá sono também....
Por que, POR QUE uma pessoa ficaria acordada até as 4h sendo que no dia anterior (domingo) havia dormido apenas 3/4h e andado o dia inteiro atrás de carros em nada menos do que 5 cidades (sim! Americana, Nova Odessa, Sumaré, Valinhos e Campinas)? Além disso, conheceu metade de toda Campinas pois seu pai estava procurando uma padaria (que, aliás, no fim, acabou não encontrando) e ainda teve que ir até Barão Geraldo para deixar o irmão e dar uma passadinha na república dele. Por que uma pessoa que fez isso, depois de um sábado também extremamente cansativo, não consegue dormir em paz?
Me parece injusto. Não me lembro de ter feito mal pra ninguém (pelo menos não propositalmente), então por que tenho que sofrer tanto pra conseguir uma das coisas que mais amo fazer nessa minha vidinha aqui?
Tentei de tudo. Contei carneirinhos, batidas do coração. Bati no ouvido direito pra ver se meus pensamentos saiam pelo esquerdo. Sentei e tentei meditar. Liguei a tv. Liguei o rádio. Li (e ler sobre mulheres sendo abusadas não ajuda ninguém a dormir. Valeu aí, Saramago). T-U-D-O. Aliás, escrever aqui e tentar esvaziar ainda mais essa minha mente é minha última tentativa. Hoje a palavra BLOG me perseguiu. Talvez tenho sido um sinal ("oooh, tá ai Juliane, a solução do seu problema de insônia" *anjos cantam*)
Mas minha mente... ah, minha mente! Essa sim é teimosa. Meu corpo pede: "POOOR FAVOR, VAMOS DORMIR?" em sua mais suplicante voz. "Ora, pra quê dormir? Posso gastar esse tempo fazendo coisas mais produtivas." minha mente responde naquele tom mais preponte que eu já ouvi. "MAS EU NÃO AGUENTO MAIS!" "Sim, você aguenta, tanto que está aí." E então, ela começa a divagar. Visita todas regiões do Brasil, toda a América, atravessa o Atlântico, entra pelo Mediterrâneo e faz um estrago enorme por lá, até, que, quando eu percebo, ela está voltando pra cá pelo Pacífico. E meu corpo fica lá. Morto, irritado, pensando seriamente se vai voltar a ser parceiro da minha mente.
Quero só ver quando o corpo parar de clemente.
Postado por Juliane às 04:14


