quinta-feira, 13 de março de 2008

Enfim, 11/03/08

11 de março, São Paulo - Via Funchal. Show do Interpol.

E tudo começou com o celular me acordando umas 7 e pouquinho. Correria pra rodoviária, ônibus, São Paulo. São Paulo, metrô, trem. Lá pelo meio-dia, já estávamos no Via Funchal, umas 15 pessoas na nossa frente. E passamos o dia todo lá. Conheci pessoas, discuti com pessoas, apaixonei-me brevemente por pessoas. Então, deu 19:30h e lá fomos nós, escada acima, morrendo de medo de cair e ser pisoteada, mas deu tudo certo. Grade! Entre Paul e Daniel, lugar que, estrategicamente, eu sempre quis em um show dessa banda. Show que eu sempre sonhei em ver, e pronto, lá estava eu, poucas horas de realizar isso.
21:30h em ponto, Cachorro Grande entrou no palco. Não foi maçante como eu achei que seria, 1 ponto para eles. (detalhe pro Fog assistindo o show lá do cantinho direito, batendo palmas para a banda e mexendo a cabeça no ritmo).
Não sei que horas o Interpol entrou no palco, mas deve ter sido lá pelas 22:30h. E foi lindo.
Começou com Pioneer To The Falls e, mesmo preferindo abertura de show deles com Next Exit, foi lindo demais, de encher os olhos (literalmente!). Tive que segurar minhas lágrimas. Cantei feito desesperada, minhas cordas vocais estão de mal de mim até hoje. Me espantei com o coro! Visivelmente, a banda teve um espanto ainda maior que o meu. E sorriam. Sorriam como raras vezes eu os vi sorrindo.
Acaba Pioneer. Eu já sei o que vem em seguida. Obstacle 1. MINHA Obstacle 1 (sim, eu tomo posse das músicas). A única música que eu tenho certeza que ocupa a lista de melhores músicas que eu já ouvi. Lista que, aliás, é inexistente por ser uma lista de uma só música. (seria essa minha música preferida de todos os tempos? não sei...). Eu me entreguei como nunca havia feito em show algum, e acredito que muitas pessoas também o fizeram. Ainda não caiu a ficha que eu vi Obstacle 1 ao vivo, bem na minha fuça, marcando o tempo e brincando de orquestrar a banda.
Então veio Narc e C'mere, ainda com um coro muito forte. E eu me lembro de quando baixei o clipe de C'mere (é, pra mim Interpol é da época que eu baixava clipes pelo Kazaa e morria de felicidade porque tinha um show inteiro deles em vídeo que eu demorei séculos pra baixar) e ficava encantada com o clipe, usando imagens dele na minha imagem de exibição (isso quando não era uma montagenzinha trash com um dos integrantes da banda).
Chegou Scale e o coro diminuiu. Talvez porque a voz de alguns já estava começando a falhar (alguns em que eu me incluo), ou talvez por ser uma música do álbum novo e que ainda não virou single. Mas a banda continuou lá, impecável, com alguns sorrisinhos perdidos, com os pés do Daniel a todo vapor, com o biquinho e jeito peculiar de tocar do Carlos Todd Dengler, com a voz de Paul Banks (e que voz! cada vez melhor ao vivo) e a bateria de Sam Barrigudinho Fogarino (tirando o Andy, músico de apoio eu ignoro mesmo, por mais essenciais que sejam).
Então Paul puxou Say Hello To The Angels. Logo entraram Sam e Carlos no melhor estilo This Charming Man. Então, a guitarra do Kesslaaah. E que música! Mais forte ao vivo do que imaginava que seria. E sim, eu me embolei no 'refrão' :(
Logo depois, momento Our Love to Admire com direito a Mammoth e No I In Threesome, seguidas pela música mais atmosférica que eu já vi ao vivo, Hands Away (quando entrou a guitarra do Daniel na parte só instrumental da música, eu podia morrer ali mesmo, naquela hora que não iria ligar).
Depois de todo mundo ter respirado em Hands Away, vieram com a outra das Hands, Slow Hands. E foi pra matar quem tava na grade! Minhas costelas foram esmagadas de uma maneira impressionante, mas eu não tava nem aí, pulava e esmagava ainda mais, perdi todo senso de auto-preservação durante o show. E cantava com fervor 'can't you see what you've done to my heart and soul?' para aquela banda.
Então continuaram com a linda Rest My Chemistry e The Lighthouse. Ah, The Lighthouse. O que havia de gente 'Lighthouse nããão' antes do show era impressionante. Eu quase fiz parte desse grupo, mas tava mais pro 'ah, podia ser outra ao invés de Lighthouse.. Roland ou Specialist pra ser mais realista, ou The New se a esperança ainda estiver alta'. Só que eles mudaram completamente minha opinião. No momento em que as luzes baixaram e o Daniel começou com a guitarra, eu entendi a música e foi uma sensação incrível, parecida com o momento em que eu entendi o Liam no show do Oasis e parei de odiá-lo (não que eu odiasse Lighthouse). E que música! Acho que quase não pisquei e só respirava quando realmente precisava pra continuar assistindo aquilo. Foi marcante. E que Paul Banks sem guitarra fazendo poses ao entoar aquela voz que me faz pensar em como uns tem tanto e outros, tão pouco. Quando o resto da banda entrou no final da música, posso afirmar com toda certeza que foi o momento mais intenso introspectivamente que eu já tive em um show.
Depois dessa, veio o hino, Evil puxada pelo baixo de Carlos. Mais uma vez, o lugar entoou um coro maravilhoso que ficava difícil até de ouvir a voz do Paul (algo que o som do Via Funchal não ajudou muito).
Foi seguida por The Heinrich Maneuver e Not Even Jail (com aquela introdução e baixo que eu tanto adoro), ambas não deixando nada a desejar. Mas muito pelo contrário.
Então a banda saiu do palco por um tempo. Muuuito barulho do público enquanto eles não voltavam.
Até que voltaram pro bis. E que bis!
Covardia NYC. Covardia das brabas. Chorei praticamente a música inteira (pior que foi aqueles choros caudalosos). Lá pelo meio da música, Paul Banks fixou seu olhar em mim, posso jurar (e não em PDA como a retardada aqui pode ter falado depois das lesões cerebrais pós-Interpol).
Depois, Stella. Oh, Stella-rá. Com direito aos gemidos mais lindos que eu já ouvi e beijinho estalado do Paul que teve até mãozinha na boca.
Então, introduçãozinha focada na bateria Fog antes de PDA. Era a última! Aqueeele aperto no coração. Aqueeele Daniel envergonhado com o "Daniel Kessler" que o Paul soltou na hora da paradinha clássica. Aqueeele final de show com "Nothing to do-oh-oh. oh-oh".

ps: palheta do Dan? Eu tenho! Lucas, melhor segurança do mundo, te amo!
ps2: ainda tô em choque. Quero ir pra BH.
ps3: os poros do Daniel são lindos demais.
ps4: apaixonada cada vez mais por aquela Casino.
ps5: NORMAAAAN, foi ótimo te ver também :)
(se eu lembrar de mais alguma coisa, coloco em forma de ps aqui)
(depois adiciono as imagens boas)

Um comentário:

Karina disse...

shoro rios lendo o seu texto. só quem estava lá consegue entender tudo isso e toda atmosfera que eles conseguiram (e nós também, vai...) criar.