Vontade de presentear. Fazer embrulhos, os presentes em si.
Vontade de ter uma veia artística. Umazinha já tava bom, não preciso ser o Bowie.
Vontade de tomar Fanta Uva até mijar roxo. Amarelo is so last week.
Vontade de dançar até ficar com as pernas bambas. Ou até perder o fôlego mesmo, porque aqui o condicionamento físico tá fraco (na verdade, ele não tá fraco. Uma coisa só pode 'estar' se ela existe, e meu condicionamento inexiste).
Vontade de abraçar alguém até que os miolos saiam pelas orelhas. Se não, pelo menos que os olhos fiquem fora de órbita.
sexta-feira, 28 de março de 2008
Mais vontades da semana:
Postado por Juliane às 04:19
quarta-feira, 26 de março de 2008
Happy Together
Vontade muito forte de achar alguém pra me ouvir cantar "I can't see me loving nobody but you for all my liife". Mas não vale no Naomi's.
Postado por Juliane às 15:45
segunda-feira, 24 de março de 2008
Music Is My Boyfriend
Antes de tudo: não, eu não sou fã de CSS, só achei que o trecho define bem o que eu tenho pra dizer.
Estabelecido isso, aaah, música! Ou melhor, boa música! Quero me casar com ela! No cartório, igreja, tanto faz. Ter filhos, lindos filhos!
Fico cada vez mais impressionada com o poder que esta tem sobre mim. Em questão de horas foi capaz de acabar com um dos piores humores que já tive. Começou com um pouco dos novos dos Mystery Jets, Portishead, Xiu Xiu. E então eu descobri Evangelicals. Ah, Evangelicals! Não digo que é uma grande banda pois por razões inexplicáveis ela ainda não é, mas digo com toda certeza que é uma excelente banda que, muito em breve, será grande. Não o grande do U2, nem do Coldplay, nem mesmo dos conterrâneos do Flaming Lips, mas talvez um grande a la Decemberists, Patrick Wolf, quem sabe...
E então, para acabar com qualquer resquício do humor Cruela que me afligia, vazou o Red. Ah, Guillemots! Mudando do azul-clarinho-bebê-royal pro vermelho-vermelhasco-vermelhusco-vermelhante-vermelhão! E que mudança! Deviam ter lançado esse álbum como outra banda, pois é isso que parece ser na maior parte do tempo (sem considerar as b-sides antigas que, de certo modo, já flertavam com essas cores mais quentes). E que banda! Me conquistou de cara e tenho certeza que esse sentimento só vai crescer. E por isso, sou eternamente grata a eles. Por tudo! (disse isso pro Fyfe, mas acho que não ficou muito claro a abrangência do meu "thanks for everything")
Pra fechar com chave de ouro o final de semana, nesse domingo recebi uma respostinha do Fyfe e acabei descobrindo Laura Marling e Lightspeed Champion.
Ô semana bonita!
ps: mas houve uma exceção: debut do Tokyo Police Club. Senti que desperdicei 30 minutos que podia estar me deliciando com Young Love, mas tudo bem. Ainda dou mais umas chances pra eles.
ps2: posts chatos r0xq.
Postado por Juliane às 03:33
quarta-feira, 19 de março de 2008
Nothing to do, oh-oh
Ultimamente eu tenho me sentido irritantemente dona da verdade. E com uma vontade impressionante de falar um monte para taaantas pessoas. 2 ou 3 devem se safar dessa minha vontade (se muito!).
Não que eu seja a tal dona da verdade, mas eu ando rebeldeq e com vontade de descontar nas pessoas. E essa é a mais pura verdade a respeito de mim hahaha
Vontade de dar uns sopapos na cara de umas pessoas gritando "ACORDA, SEU FILHO DA PUTA, ACORDAA", enfiar a cara no vaso de outras falando "E é assim. Tô certa ou não tô, desgraçada?", enfiar um dedão em um cortador de charuto gritando o "ADMITE, ADMITE QUE VOCÊ NÃO TINHA RAZÃO ALGUMA", chegar no orkut e falar "Ei, duvido que você já ouviu a versão tosca de PDA ou Roland, tá falando com que propriedade, ein? Fica aí pagando de groupie que quer ser puta mas nem deve saber o cigarro que o Paul fuma." (oi, a modernidade acaba com meu lado japonesa-mafiosa).
Sim, ando me sentindo possessiva e mal por algumas pessoas, além de mal por causa de algumas pessoas. E isso é uma merda. E escrevo isso porque meu resto de moral já explodiu esse final de semana. Mais 'but if your life is such a big joke why should i care?' do que nunca.
Postado por Juliane às 16:13
quinta-feira, 13 de março de 2008
Enfim, 11/03/08
11 de março, São Paulo - Via Funchal. Show do Interpol.
E tudo começou com o celular me acordando umas 7 e pouquinho. Correria pra rodoviária, ônibus, São Paulo. São Paulo, metrô, trem. Lá pelo meio-dia, já estávamos no Via Funchal, umas 15 pessoas na nossa frente. E passamos o dia todo lá. Conheci pessoas, discuti com pessoas, apaixonei-me brevemente por pessoas. Então, deu 19:30h e lá fomos nós, escada acima, morrendo de medo de cair e ser pisoteada, mas deu tudo certo. Grade! Entre Paul e Daniel, lugar que, estrategicamente, eu sempre quis em um show dessa banda. Show que eu sempre sonhei em ver, e pronto, lá estava eu, poucas horas de realizar isso.
21:30h em ponto, Cachorro Grande entrou no palco. Não foi maçante como eu achei que seria, 1 ponto para eles. (detalhe pro Fog assistindo o show lá do cantinho direito, batendo palmas para a banda e mexendo a cabeça no ritmo).
Não sei que horas o Interpol entrou no palco, mas deve ter sido lá pelas 22:30h. E foi lindo.
Começou com Pioneer To The Falls e, mesmo preferindo abertura de show deles com Next Exit, foi lindo demais, de encher os olhos (literalmente!). Tive que segurar minhas lágrimas. Cantei feito desesperada, minhas cordas vocais estão de mal de mim até hoje. Me espantei com o coro! Visivelmente, a banda teve um espanto ainda maior que o meu. E sorriam. Sorriam como raras vezes eu os vi sorrindo.
Acaba Pioneer. Eu já sei o que vem em seguida. Obstacle 1. MINHA Obstacle 1 (sim, eu tomo posse das músicas). A única música que eu tenho certeza que ocupa a lista de melhores músicas que eu já ouvi. Lista que, aliás, é inexistente por ser uma lista de uma só música. (seria essa minha música preferida de todos os tempos? não sei...). Eu me entreguei como nunca havia feito em show algum, e acredito que muitas pessoas também o fizeram. Ainda não caiu a ficha que eu vi Obstacle 1 ao vivo, bem na minha fuça, marcando o tempo e brincando de orquestrar a banda.
Então veio Narc e C'mere, ainda com um coro muito forte. E eu me lembro de quando baixei o clipe de C'mere (é, pra mim Interpol é da época que eu baixava clipes pelo Kazaa e morria de felicidade porque tinha um show inteiro deles em vídeo que eu demorei séculos pra baixar) e ficava encantada com o clipe, usando imagens dele na minha imagem de exibição (isso quando não era uma montagenzinha trash com um dos integrantes da banda).
Chegou Scale e o coro diminuiu. Talvez porque a voz de alguns já estava começando a falhar (alguns em que eu me incluo), ou talvez por ser uma música do álbum novo e que ainda não virou single. Mas a banda continuou lá, impecável, com alguns sorrisinhos perdidos, com os pés do Daniel a todo vapor, com o biquinho e jeito peculiar de tocar do Carlos Todd Dengler, com a voz de Paul Banks (e que voz! cada vez melhor ao vivo) e a bateria de Sam Barrigudinho Fogarino (tirando o Andy, músico de apoio eu ignoro mesmo, por mais essenciais que sejam).
Então Paul puxou Say Hello To The Angels. Logo entraram Sam e Carlos no melhor estilo This Charming Man. Então, a guitarra do Kesslaaah. E que música! Mais forte ao vivo do que imaginava que seria. E sim, eu me embolei no 'refrão' :(
Logo depois, momento Our Love to Admire com direito a Mammoth e No I In Threesome, seguidas pela música mais atmosférica que eu já vi ao vivo, Hands Away (quando entrou a guitarra do Daniel na parte só instrumental da música, eu podia morrer ali mesmo, naquela hora que não iria ligar).
Depois de todo mundo ter respirado em Hands Away, vieram com a outra das Hands, Slow Hands. E foi pra matar quem tava na grade! Minhas costelas foram esmagadas de uma maneira impressionante, mas eu não tava nem aí, pulava e esmagava ainda mais, perdi todo senso de auto-preservação durante o show. E cantava com fervor 'can't you see what you've done to my heart and soul?' para aquela banda.
Então continuaram com a linda Rest My Chemistry e The Lighthouse. Ah, The Lighthouse. O que havia de gente 'Lighthouse nããão' antes do show era impressionante. Eu quase fiz parte desse grupo, mas tava mais pro 'ah, podia ser outra ao invés de Lighthouse.. Roland ou Specialist pra ser mais realista, ou The New se a esperança ainda estiver alta'. Só que eles mudaram completamente minha opinião. No momento em que as luzes baixaram e o Daniel começou com a guitarra, eu entendi a música e foi uma sensação incrível, parecida com o momento em que eu entendi o Liam no show do Oasis e parei de odiá-lo (não que eu odiasse Lighthouse). E que música! Acho que quase não pisquei e só respirava quando realmente precisava pra continuar assistindo aquilo. Foi marcante. E que Paul Banks sem guitarra fazendo poses ao entoar aquela voz que me faz pensar em como uns tem tanto e outros, tão pouco. Quando o resto da banda entrou no final da música, posso afirmar com toda certeza que foi o momento mais intenso introspectivamente que eu já tive em um show.
Depois dessa, veio o hino, Evil puxada pelo baixo de Carlos. Mais uma vez, o lugar entoou um coro maravilhoso que ficava difícil até de ouvir a voz do Paul (algo que o som do Via Funchal não ajudou muito).
Foi seguida por The Heinrich Maneuver e Not Even Jail (com aquela introdução e baixo que eu tanto adoro), ambas não deixando nada a desejar. Mas muito pelo contrário.
Então a banda saiu do palco por um tempo. Muuuito barulho do público enquanto eles não voltavam.
Até que voltaram pro bis. E que bis!
Covardia NYC. Covardia das brabas. Chorei praticamente a música inteira (pior que foi aqueles choros caudalosos). Lá pelo meio da música, Paul Banks fixou seu olhar em mim, posso jurar (e não em PDA como a retardada aqui pode ter falado depois das lesões cerebrais pós-Interpol).
Depois, Stella. Oh, Stella-rá. Com direito aos gemidos mais lindos que eu já ouvi e beijinho estalado do Paul que teve até mãozinha na boca.
Então, introduçãozinha focada na bateria Fog antes de PDA. Era a última! Aqueeele aperto no coração. Aqueeele Daniel envergonhado com o "Daniel Kessler" que o Paul soltou na hora da paradinha clássica. Aqueeele final de show com "Nothing to do-oh-oh. oh-oh".
ps: palheta do Dan? Eu tenho! Lucas, melhor segurança do mundo, te amo!
ps2: ainda tô em choque. Quero ir pra BH.
ps3: os poros do Daniel são lindos demais.
ps4: apaixonada cada vez mais por aquela Casino.
ps5: NORMAAAAN, foi ótimo te ver também :)
(se eu lembrar de mais alguma coisa, coloco em forma de ps aqui)
(depois adiciono as imagens boas)
Postado por Juliane às 14:01
segunda-feira, 10 de março de 2008
Quase 11/03/2008

O dia está quase chegando. Último dia antes do show de uma das minhas bandas preferidas, ocupante de um lugar no meu Top 5 de bandas formado láá em meados de 2006 e que permanece até hoje (Guillemots no topo, seguida de Belle And Sebastian, Beatles, Oasis e Interpol, porém, desses, só Guillemots tem uma posição definida).
Ainda me lembro do belo dia de 2005 em que comprei meu Antics na FNAC sem nunca ter ouvido nada da banda, e, meu deus, não poderia ter acertado mais! Já tive outros acertos cegos como Kasabian e Andrew Bird, mas nada se compara ao do Interpol. Apresentei a banda pra Ana e, logo, éramos duas retardadas que não passavam uma conversa sem pelo menos uma referenciazinha aos integrantes daquela banda de NY. E sonhávamos com um show deles. Me sinto mal por ela não estar realizando isso comigo...
Pois amanhã, lá vou eu. E com ou sem The New, aposto que vai ser um dos melhores momentos da minha vida.
Postado por Juliane às 02:52
sábado, 8 de março de 2008
Cerveja e pinga pura, um cabacinho e a pica dura?
Observando os seres que freqüentam a puccampê, cada vez mais acho que deveria ir de branco todo dia. E isso não é necessariamente bom.
Postado por Juliane às 02:35
terça-feira, 4 de março de 2008
Give Me Gim And Tonic
Ouvindo o show do Oasis no Credicard Hall, naquele belo e chuvoso 15/03/06. Me faz lembrar de quando anos e anos atrás eu pegava meu rádio portátil, colocava o Definitely Maybe e ficava ouvindo Live Forever e Married With Children de madrugada, baixinho, com o ouvido grudado na caixa de som. Também me faz pensar que semana que vem estarei vendo Interpol. Então, meu estômago dá umas 7 cambalhotas em questão de 10 segundos.
Acho que sonhei com esse show mais ou menos o tanto que eu sonhei com o do Oasis (uns 3/4 anos ininterruptos). E como sonhei! E realizar longos sonhos é sempre a melhor das sensações.
Postado por Juliane às 14:43
sábado, 1 de março de 2008
Guillemots
Outra madrugada em claro antes de ir pra Rio Preto.
Pensando em Guillemots. Acabei de ver o clipe de Get Over It (perdi a conta de quantas vezes já o fiz, mesmo sendo um clipe 'novo') e Trains to Brazil. Me lembrei de quando ouvi Trains to Brazil pela primeira vez (baixei no Rock de Índio lá em meados de 2005 hahaha), de quando ouvi o Through The Windowpane inteiro pela primeira vez. Pela segunda. Pela terceira. Aí sim. A partir desse terceira vez, passei a me declarar completamente apaixonada por essa banda. Desde então, nada, absolutamente nada mudou.
Talvez esse seja um dos melhores relacionamentos que já tive. Guillemots sempre me faz suspirar de amores, seja com um trabalho novo ou com Trains pela 5435435ª vez. Eles sempre conseguem me fazer sorrir ou cantar ou ver as coisas sob uma diferente perspectiva. Ou os três ao mesmo tempo. SEMPRE.
E eu sinto o Fyfe através da voz deleq. De verdade, me sinto muito mais conectada com ele do que com diversas pessoas do meu convívio. Algumas vezes me pergunto como seria finalmente encontrá-lo e me deparar com alguém completamente diferente de quem eu pensava 'conhecer'. Seria algo muito pior do que descobrir que quando um cara fez a diferença na sua vida com algumas palavras, estava completamente chapado (sim, essas coisas acontecem comigo).
E como se não bastasse passar todo esse sentimento, eles realmente são bons naquilo que se propuseram a fazer (e não falo isso só como fã, googla aí: "guillemots review" e vai ver como a maioria concorda comigo.)
Isso tudo pra deixar registrado que eu quero desesperadamente ouvir o Red (é, as coisas não andam muito azuis pra mim). E que, não importa o que eu ache do segundo álbum, Guillemots continuará sendo a banda que mudou minha vida.
Update: droga! Coloquei "guillemots review" no Google e nada do meu blog aparecer lá. Como será que funciona isso? Se eu lembrar, testo daqui umas semanas pra ver se funciona.
Update2: RÁÁÁ, testei outra vez e agora é o terceiro link a aparecer rs
Postado por Juliane às 03:23
