Odeio ser do tipo que entra no ônibus e fica olhando pelo furo do alargador de um dos passageiros e então, tentando equilibrar-se no ônibus, acidentalmente acaba pegando na mão do dito cujo que, obviamente, estranha a estranha que lhe olhava com interesse, segurava uma de suas mãos e que, em um ato de desespero, saiu correndo para o fundo do ônibus depois do ocorrido;
Do tipo que volta na FNAC para ser atendida pelo funcionário com o sorriso mais lindo que ela já vira e, depois de ganhar outro sorriso desse tal funcionário e estremecer, derruba todas moedas que carregava no mão (não eram poucas!) e, em um ato de desespero, acaba sendo impressionantemente grossa, sem sentido e desajeitada;
Do tipo que nunca se apaixonou por alguém próximo ou possível, por assim dizer. Exemplo: 3/4 anos apaixonada pelo melhor amigo do irmão, bem mais velho e que mal conhecia (e que insistia em chamá-lo de Rabicho entre as melhores amigas, na época, também loucas por Harry Potter).
Do tipo que volta sozinha em um ônibus de excursão com cerca de 50 pessoas, com um casal de pegação na frente, outro atrás e, se duvidar, do lado também. Sendo assim, só restou-lhe pensar em como sua vida de loser daria uma bela comédia americana.
domingo, 21 de outubro de 2007
Outro besteirol americano
Postado por Juliane às 00:10
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